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5 filmes que você precisar ver sobre empreendedorismo

Fevereiro 19, 2018 in Blog

 

Se você está começando a sua empresa agora, sonha em começar ou apenas quer estar sempre atento as novidades sobre empreendedorismo, separamos alguns filmes que vão te ajudar nessa missão. Então já separa a pipoca, um caderno e uma caneta, e vamos aproveitar essa sessão com muito aprendizado!

Vamos ao primeiro….

Fome de poder (The founder)

https://www.youtube.com/watch?v=hpSRzLUFkN4

Se você não for fã de McDonald’s, no mínimo conhece algumas pessoas ao seu redor que são, certo? Esse filme chega para mostrar a história de Ray Kroc e como o fast food surgiu. Um ponto bastante importante, na visão profissional, é que ele mostra a tática de Growth Hacking, bastante atual e importantíssima para as startups. Mostra grandes lições de empreendedorismo de alto crescimento e impacto, além de lifestyle business.

Corre para a Netflix, hein?  

Lion

https://www.youtube.com/watch?v=oNvcE7YsxWE

Esse filme é perfeito para quem quer fugir do óbvio na hora de aprender sobre empreendedorismo dentro de um filme. Isso porque ele não é sobre um grande empreendedor. Lion conta a históra de Saroo, um menino indiano que se perdeu da família e foi adotado por australianos. O protagonista é exposto a um grande problema e simplesmente não para até conseguir resolver. Ele parte do ponto zero, e com o passar dos meses, desenvolve um plano para alcançar seu objetivo.  Lion foi bastante premiado e é inspirado em uma história real! A Netflix tem essa aula quentinha para a gente!

Coco antes de Chanel (Coco Before Chanel)

https://www.youtube.com/watch?v=ctgyhLwoQ5c

Se você não for muito ligado em roupas para,  logo de cara fazer a conexão do título com a marca, com certeza conhece o corte de cabelo, o perfume ou a bolsa. Talvez não saiba de onde vem, mas sabe que é um nome bastante importante.

Esse filme traz a história por trás da estilista Coco Chanel que revolucionou a moda. Coco permitiu que mulheres usassem roupa, até então, masculinas. Se hoje podemos usar calças e andar livremente sem um espartilho nos apertando, devemos agradecer a ela! Não é difícil imaginar que o início da carreira dela não foi nada fácil. Coco antes de Chanel é cheio de persistência e coragem. Além de trazer muitas ideias sobre empreendedorismo, mostra uma verdadeira girlboss.

Joy: o nome do sucesso

https://www.youtube.com/watch?v=jbiMQqKGTxY

Mais uma indicação de mulher empreendedora e girlboss para a lista! Esse filme conta a história real de Joy Mangano, que criou um esfregão mais prático e seguro, e depois partiu para a sua jornada de conseguir a produção e a distribuição desse produto.  Uma das suas dificuldades foi dentro de casa, sem o apoio da família. Felizmente nada impediu que Joy criasse o seu império. “O mundo não deve nada a você”, essa frase impactante é uma das grandes lições desse filme!

Walt antes do Mickey

https://www.youtube.com/watch?v=MaOZiu-hnTM

“Sempre termine o que você começar. E seja lá o que estiver fazendo, faça bem.”

Essa frase é o principal aprendizado desse filme, e vamos combinar que ela já diz muito, certo? Como as melhores histórias, o final feliz só acontece depois de muita dificuldade. Walt não manteve sua criatividade e sua vontade de desenhar apenas enquanto criança. Esse desejo o seguiu por muito tempo, e logo surgiu o sonho de ter seu próprio estúdio. Até chegar na Disney, Walt precisou de muita criatividade e força de vontade para terminar essa ideia. E felizmente ele contou com o apoio da família e amigos! Corre para a Netflix que essa aula está lá.

Agora só falta escolher o final de semana e maratonar todos esses filmes com a mente bastante aberta para aprender ao máximo. Caso você queira se aprofundar ainda mais nos ensinamentos de empreendedorismo, a Mastertech, escola de habilidades do século XXI que transforma pessoas através de cursos imersivos, está com várias inscrições abertas na área de negócios.

Como aumentamos em 88,4% o número de Oportunidades de Venda (MQL) em SaaS via Facebook Ads.

Fevereiro 6, 2018 in Blog

*Antes de começar a ler, uma observação: Este texto tem algumas coisas específicas, nível mais intermediário, então se você nunca trabalhou com FacebookAds ou Inbound Mkt, este artigo não é para você.
Mas se quiser ler, 
PODE! hahaha

Uma das desvantagens do FacebookAds, ao meu ver, é o tal do botão impulsionar. Qualquer Zé Ruela consegue criar um anúncio em 3 minutos e assim, acaba banalizando essa ferramenta que pra mim é maravigold (se você não entendeu o termo, clica aqui hahah).

Qualquer um pode se dizer ~especialista de marketing digital~ hoje, né? Sabe mexer no Facebook e já fez um anúncio, já acha que tem o título impresso e pendurado na parede:

Mas não é BEM assim. Espero que você que está lendo, saiba disso.

Um dos objetivos principais de qualquer anúncio, é gerar venda, certo?
Você investe, para as pessoas te conhecerem ou conhecerem o seu produto/serviço, comprarem algo e você lucrar. Matemática básica.

Não é diferente aqui na empresa que trabalho. Somos uma startup de SaaS que gera vendas exclusivamente por Inbound (marketing e sales). Então o investimento em mídia tem que gerar algo em troca. No nosso caso do Marketing, Oportunidades (ou leads qualificados/MQL — Marketing Qualified Leads) pro time de vendas trabalhar e conseguir ativá-los como clientes.

Uma das ferramentas/plataformas que utilizamos, para gerar as Oportunidades, é o FacebookAds. Vou focar nela neste texto. Por lá, criamos campanhas com objetivos diferentes para todos os estágios do Funil de Marketing e fomos evoluindo a estratégia ao longo do ano para conseguir otimizar o nosso trabalho. Vou te contar como.

Como você pode ver abaixo, em Fevereiro/17, apenas 21 opps com origem em Facebook Ads foram geradas por meio de campanhas. Acabamos o ano com 180 opps (com um pico de 209 em Nov/17). Um aumento de 88,4%.

Oportunidades gerados exclusivamente por FacebookAds — (Não inseri Janeiro na análise pois estávamos com problemas de trackeamento que foi resolvido em Fev/17.)

Analisando, identifiquei que haviam 03 ações que fazíamos em Fevereiro que atrapalharam bastante o desempenho. Assim que alteramos a estratégia, vieram os resultados.

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Primeira Ação: Fazer muitos anúncios, para a mesma base, ao mesmo tempo.
Segunda Ação: Criar novas campanhas semanalmente.
Terceira Ação: Não usar lista de contatos/leads do jeito correto

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Em Março, quando alteramos essas três ações, os resultados começaram a melhorar. Aumentamos 71,7% o número de Opps em relação a Fevereiro.

Para encurtar o assunto, vou separar as pequenas ações em dicas. Todas foram executadas e os números (%) são reais. Ou seja, se está dando certo pra nós, pode dar pra você também.

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DICA 1: Utilize as Conversões Personalizadas e Públicos Personalizados

Conversões Personalizadas

Pode parecer básico (e é mesmo), mas tem muita gente que não utiliza da forma que deve ser. Pra isso você precisa inserir o Pixel no seu site e criar as conversões de acordo com a URL.

Por exemplo: nós trabalhamos basicamente com duas conversões.

1- Download de Material Rico (ativa a conversão sempre que o usuário chega na página de agradecimento/após preencher o formulário)
2- Cadastro LP — Conversão em Trial (ativa a conversão sempre que o usuário chega na página após o cadastro)

Nós usamos essas constantemente, e pontualmente criamos outras com outros objetivos, quando convém. Crie as suas a partir dos seus objetivos. A ideia aqui é só passar pra você o raciocínio.

Pra saber como configurar as conversões na sua conta, clique aqui.

Públicos Personalizados

Se você utiliza algum Software de Automação, como o RD Station, Hubspot ou outro e, de alguma forma, já consegue dividir seus Leads em Etapas de Funil, use isso a seu favor.

Exporte listas de Topo, Meio e Fundo, Pessoas que já testaram, mas não contrataram etc, e importe essas listas de forma inteligente nas suas campanhas (próxima dica).

Use também a opção de gerar listas através do acesso ao seu site e landing pages. Basicamente como funciona o remarketing. Pessoas que acessaram um artigo sobre Como decorar com móveis de madeira, tem mais interesse em comprar um Curso de Carpintaria DIY, por exemplo.

Aproveite os dados que você já tem, pra melhorar seus resultados.

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DICA 2: Separe suas campanhas por estágio do seu Funil

Depois de ter executado a DICA 1, agora você terá condições de começar a executar a 2.

Nas campanhas de Topo:
Priorize buscar novos visitantes pro seu site. A ideia é publicar conteúdos de TOPO e criar Lookalikes (Públicos Semelhantes) da sua Base de Leads ou de pessoas que estão na Etapa de Aprendizagem e Descoberta do seu Funil. Dessa forma o Facebook vai buscar pessoas com o mesmo perfil daquelas que já conhecem a sua empresa e apresentar seu anúncio à elas.

DICA PLUS: Públicos Lookalike geralmente são muito grandes. Pra refinar mais o alcance utilize a segmentação por Direcionamento detalhado, como na imagem abaixo e além disso, limite seu Público para por exemplo: tem interesse em Madeira, e DEVE TAMBÉM ter interesse em cadeiras. Ou seja, Facebook vai buscar os usuários que demonstraram interesse nesses 2 critérios juntos. Isso limita o seu público e você consegue acertar mais. Isso faz muita diferença.

Direcionamento detalhado — FacebookAds

Nas campanhas de Meio:
Aqui a prioridade é trabalhar as pessoas que já estão no seu Funil ou que acessam conteúdos que façam parte dessa Etapa de Meio.

Importe as listas de leads que já estão um pouco nutridos, (já conhecem a sua marca) que estejam na Etapa de Reconhecimento do Problema para o Facebook e comece a segmentar campanhas com esse tipo de conteúdo para eles.

A ideia é criar campanhas com materiais ricos e artigos mais específicos sobre as dores dos Leads e nutrí-los ainda mais, afim de incentivá-los a reconhecer que eles tem um problema e começar a entender como eles podem resolvê-lo (seu produto).

Nas campanhas de Fundo:
Aqui a dica é bem simples: selecione os leads mais nutridos da sua base, com perfil (MQL) que ainda não converteram, importe na ferramenta e ofereça um TRIAL para eles no Facebook. Tenha cuidado com sua Landing Page, ela deve ser simples e direta.

IMPORTANTE: Você já deve saber disso, mas já cometemos o erro de priorizar as campanhas de Fundo e “negligenciamos” as de Topo e isso acabou não dando muito certo. Começamos a criar um gargalo nas primeiras etapas do nosso Funil e demoramos um tempinho pra reverter essa situação. Você precisa de gente nova entrando no seu Funil diariamente para a roda girar. #ficaadica

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DICA 3: Faça Testes A/B

Teste A/B nativo em campanhas de Facebook é relativamente uma função nova na ferramenta. O Facebook te dá algumas opções de variável para teste como:

1-Criativo
2-Otimização de Veiculação
3-Público
4- Posicionamento

Em nossos testes tivemos uma diminuição de cerca de 42,3% no custo da conversão em Trial em campanhas de Teste A/B comparando com campanhas de Conversão normais. Nesse caso, a variável que testamos era de Público. Dessa forma você pode tentar entender se Listas de Clientes exportadas do RD Station convertem mais do que um Público Personalizado por acesso ao site (remarketing), por exemplo.

DICA PLUS: Fazer teste A/B de criativo com carrossel para Materiais Ricos costuma dar resultados bons. Em nossos testes conseguimos diminuir o custo de Download de ebooks em 59% 😀

É isso! Espero ter ajudado um pouquinho!

Até mais! 🙂

Texto adaptado de: Ana Clara Martins – Medium

Blockchain: a mais subversiva de todas as inovações

Janeiro 11, 2018 in Blog

O fabuloso crescimento do blockchain nos permite imaginar um futuro sem bancos, sem cartórios, sem instituições. Aterrorizantes e deslumbrantes novos tempos.

Semana passada assisti a apresentação de Don Tapscott , aqui em São Paulo, sobre blockchain, a tecnologia por trás das criptomoedas Bitcoin e Ethereum, entre outras. Don é uma das maiores autoridades mundiais do tema. É autor do livro Blockchain Revolution e criador do Blockchain Research Institute.

Sua mensagem principal é que, com o blockchain, entramos em uma nova fase da internet no mundo. A fase 1 era a rede da informação. A fase 2 é a internet do valor e da confiança. Estas seriam características inerentes da nova plataforma, que é descentralizada, segura e independente de entidades centrais que a controlem.

Confesso que admiro estes gurus anglo-saxões que criam e defendem teses inovadoras. Fazem isso com muito profissionalismo e convicção, ressaltando o poder transformador irresistível da mudança e minimizando possíveis inconvenientes. Também usam a convicção para criar empresas e modelos de negócios que provem o seu argumento.

Blockchain é, porém, uma tecnologia peculiar e misteriosa. Começa pelo fato que foi criada, em 2008, por um tal de Satoshi Nakamoto. Nunca soubemos se é uma pessoa real, um pseudônimo ou mesmo um grupo de programadores. Como sempre acontece com tais enigmas, a cada quando aparece alguma notícia sobre a sua suposta verdadeira identidade ou alguém querendo se passar por ele. Até agora continua um enigma indecifrável.

Estamos acostumados com as invenções que têm uma cara conhecida. O iPhone lembra imediatamente de um Steve Jobs mítico, vestido de jeans, tênis e camiseta preta, introduzindo o produto em apresentações memoráveis. Quando pensamos que podemos colonizar Marte e escapar desta prisão, em que estamos, chamada terra, vêm à mente imediatamente Elon Musk e a sua SpaceX

Não querer receber o crédito por uma invenção tão extraordinária indica que o criador é um rebelde que faz questão de não jogar pelas regras estabelecidas, mas sim criar um universo paralelo fora do controle de organizações e governos.

Os participantes da estrutura descentralizada que mantém o sistema íntegro são chamados de “mineiros” e o processamento dos blocos de informação de “mineração”. Imagens que remetem a submundos de exploração em minas escuras e subterrâneas. Coerente com as várias acusações de que é um ambiente propicio e infestado por criminosos e terroristas.

O Bitcoin vive seu instante celebridade pela curiosidade e volatilidade. Chegou a valer 19.300 dólares nos últimos dias, uma valorização de mais de 300% sobre o que valia no início do ano. Da mesma maneira que pode dobrar de valor em uma semana é capaz de desabar novamente em poucas horas. Outros dinheiros virtuais, como o Ethereum, foram criados e toda uma nova categoria de criptomoedas ganhou a luz do dia e o interesse de muita gente.

O que parecia uma brincadeira rebelde em 2008 virou uma febre e já não há mais quem deixe de levar a sério o enorme poder disruptivo da invenção. Bancos, governos e grandes corporações estão todos dedicando tempo e investimento ao tema.

O capitalismo recente desenvolveu uma capacidade formidável de transformar em produtos e negócios aquilo que nasceu para ser a sua negação. Nos últimos tempos eram as startups nascidas em garagens que adotavam tais ideias ousadas e destruíam criativamente mercados e corporações estabelecidas. Agora a ficha caiu para todos e as grandes organizações sabem que ninguém mais está a salvo. É um salve-se quem puder.

Blockchain é uma tecnologia que possibilita estabelecer e comprovar a “verdade” de fatos e situações que são exatos e verificáveis. A comprovação é feita, atualmente, por intermediários que são remunerados para a tarefa. O banco garante que temos saldo na conta. Os bancos centrais criam e intermediam moedas. O cartório atesta que somos proprietários de imóveis. O tribunal eleitoral declara que estamos habilitados para votar. O Detran confirma que temos licença para dirigir.

Com o blockchain os intermediários não precisam mais existir. Podemos desbancarizar, descartorizar e desintermediar todas as entidades que guardam e processam dados públicos.

Também é possível imaginar (e tem gente fazendo) um Uber sem o Uber e um AirBnB sem a plataforma e a empresa que presta o serviço. A ligação entre motoristas e usuários, entre hóspedes e donos de imóveis será feita por uma conexão, sem mediadores ou controladores, usando o blockchain. Os “mineiros” anônimos serão remunerados pela comissão que hoje pagamos à empresa.

Algumas aplicações são especialmente revolucionárias. A possiblidade de termos um prontuário médico individual, com todas as informações de tratamento, exames, diagnósticos e, porque não, o nosso próprio genoma. Propriedade do indivíduo – e não de instituições – que disponibilizaria, a seu bel prazer, para o profissional ou hospital que fosse tratá-lo em um dado instante.

Na verdade, a ideia do prontuário pode ser estendida para um vasto conjunto de informações que acumulamos em vários lugares da rede. Nossos dados de navegação, compras, fotos, vídeos etc., seriam todos armazenados em uma estrutura de blocos, privada, só controlada por nós mesmos e não pelas grandes plataformas da Web. Um sonho irreal? Pode ser, mas possível.

Outra iniciativa admirável é o projeto desenvolvido pela Microsoft e Accenture, apoiado pela ONU, para fornecer identificação legal e verificável para 1,1 bilhão de pessoas que não tem identidade oficial, no mundo. Permitirá que os refugiados sejam identificados onde estejam e tenham acesso a serviços básicos e educação.

Uma possibilidade ainda mais disruptiva (e louca) seria a mudança radical dos atuais sistemas de votação. Ao invés dos colégios e zonas eleitorais, os votantes seriam agrupados por ideias e causas. Poderíamos votar diretamente naqueles que defendessem nossos interesses e pontos de vista. Uma democracia, ao mesmo tempo, direta e representativa.

Don Tapscott, e muitos outros, estão construindo negócios para que as grandes organizações explorem todas as múltiplas oportunidades da nova tecnologia. Mas é nas aplicações sem dono, sem controle e sem centro que encontraremos o potencial mais subversivo, desestabilizador e transformador desta cadeia de blocos. Aterrorizantes e deslumbrantes novos tempos.

*Texto originalmente escrito para EXAME.com

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