Imagine um futuro com carros e ônibus que dirigem sozinhos, contam com design inteligente e são impressos em 3D, o que possibilita um processo ágil e preciso, sem desperdícios de matéria-prima e com baixo custo.

Agora imagine poder contribuir de verdade para essas ideias, ajudando a tirá-las do papel em uma plataforma aberta de inovação. É isso que propõe a Local Motors, uma montadora colaborativa.Por meio do crowdsourcing (uma terceirização coletiva), a empresa recruta diversos talentos dispostos a contribuir para essas inovações.

Enquanto o crowdfunding, modelo mais disseminado atualmente, é uma iniciativa de financiamento colaborativa, em que as pessoas podem contribuir com pequenas quantias para viabilizar um projeto, o crowdsourcing utiliza o poder do coletivo para solucionar problemas.

Em seu site, a Local Motors convida qualquer pessoa que possa ajudar a resolver os problemas propostos: “Se você ainda não notou, fazemos as coisas um pouco diferente. E isso começa com a nossa plataforma aberta da inovação. Convidamos todas e quaisquer pessoas para nos ajudar a resolver os problemas mais difíceis do mundo. Especialistas. Novatos. Não importa. Tudo que é necessário para se juntar à nossa comunidade de solucionadores de problemas é ver que o mundo tem problemas para resolver, e ter uma enorme vontade de resolvê-los.”

A comunidade da empresa já conta com mais de 50 mil membros que ajudam a viabilizar inovações. Com esse modo flexível, a empresa consegue tirar proveito de uma inteligência coletiva para solucionar problemas e desafios enormes e reais, por meio de técnicas de design, desenvolvimento de tecnologias, conteúdos, produtos e serviços. Assim já foram feitos projetos incríveis como o primeiro carro impresso em 3D. Logo haverá também o lançamento do primeiro ônibus autônomo, elétrico e parcialmente reciclável – o Olli. Feito em parceria com a IBM, Olli será o primeiro a usar a plataforma de computação cognitiva da marca, a Watson Internet of Things, que permitirá que as pessoas se comuniquem com o ônibus.

A empresa prega que a cocriação é capaz de viabilizar inovações impensadas e inacreditáveis e gradualmente vem provando que este é um modelo rentável de negócios. Todos podem dar ideias, pôr a mão na massa e dar feedbacks em prol de algo maior. As ideias são votadas e o projeto começa a ganhar vida! Assim são feitos os projetos.

Nesse formato colaborativo e aberto, a Local Motors é capaz de colocar um veículo no mercado dez vezes mais rápido e com até cem vezes menos capital do que os fabricantes tradicionais. Há, ainda, recompensa aos que contribuem de forma mais efetiva. Até pouco tempo as ferramentas de colaboração simplesmente não eram acessíveis, mas a ascensão da internet mudou essa questão e hoje aproxima pessoas do mundo todo, o que facilita a disseminação do crowdsourcing.

O modelo de negócios está presente, também, no Brasil. Empresas de pequeno e médio porte têm percebido os benefícios são muitos. Hoje já vemos plataformas e comunidades que concentram produtores de conteúdo, designers, programadores, diagramadores, tradutores, fotógrafos. O interessado se cadastra e pode receber propostas para contribuir em projetos diversos.

A agência Crowd é apenas um dos exemplos, e conta com profissionais de todos os segmentos citados. Diferentemente de uma agência tradicional, conta com uma comunidade online de freelancers – que se cadastram na plataforma e descrevem sua expertise. 100% dos trabalhos da agência são realizados por meio de crowdsourcing. O que isso significa na prática? Por meio de algoritmos e filtros da plataforma, a equipe identifica quais são os freelancers mais adequados para cada projeto. Os profissionais selecionados recebem um alerta de projeto e, caso haja interesse em contribuir, há uma pré-seleção que envolve disponibilidade, prazo e orçamento.

A agência, então, pode escolher a opção que melhor se encaixe, comprando pontualmente o produto ou serviço do freelancer, oferecido diretamente na plataforma. Em alguns casos, pode-se usar também o poder da “multidão” para a resolução de um problema ou de um projeto mais específico, como a criação de um slogan. Nesses casos, é lançado um desafio na comunidade de freelancers cadastrados para checar quem tem a melhor solução; o vencedor recebe um prêmio em dinheiro.

Esse formato viabiliza atender às demandas do mercado de forma diferenciada, utilizando a inteligência coletiva para oferecer resultados sólidos com maior agilidade, flexibilidade e a um custo reduzido. A era da cocriação está aí. Bem-vindo ao crowdsourcing!